Pintura Alves – pintura predial, pintura residencial, pintores

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olá, mundo! nós da pintura alves, estamos explicando neste blog tudo sobre pintura e envernizamento, nós somos uma equipe de pintores especializado em qualquer tipo de pintura seja interna ou externa, espero que todas essas explicação seja muito úteis para vocês que não pode pagar pelo serviço de pintura, e para pintores iniciantes. obrigado pela visita.


pintura interna e externa, explica tudo sobre  pintura e envernizamento com certeza vocês ficarão por dentro de tudo,  más de tudo mesmo qualquer duvida entre em contato com nosco ou deixe algum conmentario muito obrigado pela visita.

 
atenciosamente: pintura interna e externa alves
1º introdução
2º classificação
3º tintas
4º vernizes
5º escolha adequada do material
6º sistema de pintura
7º material de trabalho
8º patologias da pintura


1º introdução
A pintura é o acabamento final da maioria das peças de uma construção, cuja finalidade, além
de estética, é combater a deterioração dos materiais. A madeira e o metal quando não
recobertos são suscetíveis à deterioração, principalmente em cidades onde a fuligem e o
dióxido de enxofre aceleram a ação deteriorante.
As tintas e vernizes são materiais de recobrimento, de natureza líquida ou pastosa, os quais
são aptos a cobrir e proteger a superfície do objeto, formando sobre esta uma película
protetora de natureza orgânica.
Outro fator que tem de ser levado em consideração é a cor, pois esta influência o ambiente e
as pessoas psicologicamente. Por exemplo, as cores claras refletem a luz, proporcionando
maior amplitude ao ambiente; as cores verde e azul são calmantes; o vermelho e o alaranjado
são cores estimulantes. Contudo, a escolha delas não cabe aos engenheiros, mas ao
proprietário, arquiteto, ou decorador. Ao engenheiro cabe a escolha da qualidade e o tipo de
pintura mais adequada para cada peça.
 
2.  classificação

 
A pintura pode ser assim classificada:

 
· pintura arquitetônica  – é a pintura com o propósito unicamente decorativo, não
esquecendo, é claro, sua função protetora. Inclui-se nesta categoria as tintas e vernizes
para aplicação interna ou externa, em madeira ou alvenaria e argamassa. É também
chamada de pintura decorativa.
· pintura de manuntenção – é aquela que é aplicada, em primeiro lugar, para proteção,o
que inclui os recobrimentos aplicados ao ferro, aço e concreto.
· pintura de comunicação – é a que previne acidentes, identificando equipamentos de
segurança, delimitando áreas e advertindo contra perigo, etc., portanto, a comunicação é
visual.
Dependendo de sua utilidade, a pintura pode ser classificada nos seguintes grupos:
· pintura á cal (caiação) – é feita com leite de cal, podendo ser adicionado corantes
minerais.
· pintura á cola – é empregada somente em interiores, pois, sendo à base de
cola, quando sujeita às intempéries desagrega e mancha.
· pintura á óleo – geralmente é feita com duas ou três demãos sobre a superfície, para
receber a camada definitiva de pintura.
· pintura colmatodora (tapa poros) – torna possível o desaparecimento dos poros dos
diversos materiais. Para isso, introduzem-se nos espaços livres dos materiais substâncias
colmatantes.
· pintura de emassamento – consiste na aplicação de uma massa que irá tapar pequenas
trincas ou defeitos dos materiais.
· pintura encaústica – é o revestimento com cera das superfícies, pintadas ou não. O termo
encáustica significa queimado, preparado com fogo.
· pintura de fundo (imprimação) – é a pintura que serve de base para a pintura definitiva.
Seu objetivo é formar uma capa dura e resistente, a qual adere à superfície a ser coberta,
completando a ação de emassamento.
· pintura decorativa – tem como finalidade principal o acabamento da superfície, seja com
o objetivo de ornamentar ou não.
· pintura sintética – é a que utiliza resinas sintéticas e solventes especiais.

 
3. tintas

 
As tintas são de composição química e de aparência viscosa, sendo constituídas de um ou
mais pigmentos dispersos em um aglomerado líquido (veículo) que os faz sofrer um processo
de cura (secagem) quando estendida em película, formando um filme opaco e aderente ao
substrato. Esse filme tem a finalidade de proteger e embelezar as superfícies. Basicamente,
elas são compostas de pigmentos, resina (veículo), solvente e aditivo.
Os pingmentos são compostos orgânicos, ou minerais, constituídos de partículas sólidas
finamente divididas e insolúveis no meio. São classificados em pigmentos ativos, que
conferem cor e opacidade (cobertura) às tintas, e inertes, responsáveis pela consistência e
dureza das tintas. Os tipos mais comuns são:                                                                                                                                                           Brancos: óxido de titânio, óxido de zinco e litopone;                                                                          Azuis: azul-da-prússia e azul ftalocianina;
         Amarelos e laranjas: cromatos de chumbo, amarelo cádmio e óxido de ferro amarelo; Pretos: negro de fumo, óxido de ferro preto;                                                                                           Vermelhos: vermelho de cloroparanitroailina, vermelho de toluidina e litol rubine;                                        Verdes: óxido de cromo verde e misturas de amarelo e azul;                                                                 Marrons: óxido de ferro marrom.

 
O veiculo é o responsável pela aglutinação dos pigmentos e formação da película protetora,
sendo constituído de resina. Esta se constitui na parte não-volátil da tinta. A volátil ou
dissolvente facilita a aplicação da tinta e, por sua evaporação, a secagem da mesma. A nãovolátil
é o ligante ou aglomerante, que forma a película que liga entre si as partículas do
pigmento, sendo ainda responsável pela aderência à superfície e pelas qualidades protetoras e
de duração da tinta. As resinas mais comuns são: PVAc, acrílicas, alquídicas, epoxídicas,
poliuretânicas.

 
O solvente é um líquido volátil, geralmente de baixo ponto de ebulição, utilizado nas tintas e
correlatos para dissolver a resina. É empregado tanto na fabricação da tinta (facilitar o
empastamento dos pigmentos, regular a viscosidade da pasta de moagem, facilitar a fluidez
dos veículos e das tintas prontas, na fase de enlatamento) como na aplicação da mesma
(adequar a tinta às condições de pintura, visando facilitar sua aplicação, alastramento, etc.).Entre os solventes mais comuns encontram-se a água, aguarrás, álcoois, acetonas, xilol, etc.

 
Os aditivos são ingredientes que, adicionados às tintas, proporcionam características especiais
às mesmas ou melhorias nas suas propriedades. São também utilizados para auxiliar nas
diversas fases de fabricação e conferir características necessárias à aplicação. Existe umagrande variedade de aditivos, a saber: secantes, molhantes, plastificantes, fungicidas,
niveladores, antipele, antiespuma, etc.

 
3.1. classificação

 
As tintas podem ser classificadas de várias maneiras:
· Pela forma de processamento e reação de fixação das tintas: tintas de fundo e de
acabamento;
· Pelo brilho da superfície pintada: altamente foscas, foscas, semifoscas, semibrilhantes,
brilhantes e altamente brilhantes;
· Pela qualidade do produto: convencional, seminobre e nobre.
Na construção civil, as tintas são classificadas conforme a natureza do veículo:

 
· tintas á base de água , que podem ser emulsionadas (tintas de PVA e acrílicas) ou em pó
(tintas de cimento ou cal).
· tintas á base de solventes orgânicos – são os esmaltes sintéticos, tintas a óleos e
asfálticas.
· tintas reativas (dois componentes) – são as tintas de epóxi ou poliuretano.

 
3.2. tipos
                                                                                                                                                                 Os principais tipos de tintas são:

 
acrilica: tem grande poder de resistência e durabilidade, devido à emulsão acrílica de sua
composição, por isso, é indicada para paredes externas, fachadas e muros. Seu
acabamento é liso e sedoso, encontrando-se disponível na versão fosca, acetinada e
semibrilho. Seca em quatro horas e seu rendimento é de 40 a 50 metros quadrados por
galão (de 3,6 litros). Pode durar de dois a dez anos, dependendo da qualidade do produto.
acrilica para pisos: tem os mesmos componentes da versão para alvenaria e mais alguns
aditivos especiais que resistem à abrasão. A secagem é de 48 horas para o trânsito de
pessoas, e de 96 a 120 horas, para o de veículos. Resiste, em média, dois anos para
abrasões leves. Seu rendimento é de 35 a 40 metros quadrados por galão.
látex pva : é mais porosa do que a tinta acrílica, por isso, menos resistente e durável.
Indicada para ambientes internos e externos. Só é encontrada na versão fosca. Seca em
quatro horas e seu rendimento é de 35 a 45 metros quadrados por galão. Tem vida útil de
até cinco anos, para produtos de primeira linha.
esmalte: é a evolução da tinta a óleo, mais resistente, mais durável e com maior brilho e
secagem rápida. Indicada para madeiras (portas, cercas e portões) e metais, em ambientes
internos e externos, seu acabamento é liso e sedoso. Nas versões: fosco, acetinado e alto
brilho. Tem secagem de 18 a 24 horas e rendimento de 40 a 50 metros quadrados por
galão. Sua durabilidade é de até dez anos.
tinta á óleo: é a opção mais barata para madeiras e metais. Sua formulação tem uma
quantidade maior de óleo do que a do esmalte. Só está disponível no acabamento
brilhante. Sua secagem é de no mínimo 24 horas e sua vida útil, de até seis anos.
Epóxi: produto bicomponente (tinta e catalisador) recomendado para áreas molhadas e
superfícies metálicas. Sua aplicação deve ocorrer no máximo de 4 a 12 horas depois da
mistura dos componentes. Tem rendimento de 35 metros quadrados por galão e
durabilidade de dez anos. Sua secagem é de 50 horas. De odor forte e difícil aplicação,
requer mão-de-obra especializada.

 
3.3. caracteristicas fundamentais das tintas.

 
De modo geral, uma tinta de boa qualidade deve apresentar as seguintes características:

 
pintabilidade: facilidade de aplicação – a tinta deve espalhar-se com facilidade sem
resistir ao deslizamento do pincel ou rolo.
nivelamento: as marcas de pincel ou rolo devem desaparecer pouco tempo após a
aplicação da tinta deixando uma película uniforme.
secagem: a secagem de uma tinta não deve ser tão rápida, nem tão lenta, deve permitir o
espalhamento e o repasse uniformes, não atrasando a aplicação das demãos posteriores.
poder de cobertura: a tinta deve cobrir completamente a superfície pintada, com o menor
nº de demãos.
rendimento: terá maior rendimento à tinta que cobrir a maior área por galão, com igual
poder de cobertura
estabilidade: deve apresentar estabilidade durante o armazenamento; ao abrir uma lata de
tinta pela primeira vez, esta não deve apresentar excesso de sedimentação, coagulação,
separação, formação de nata, que não possa homogeneizar com uma simples agitação
manual.
propiedades de resistencia / durabilidade : é a capacidade da tinta em permanecer por
longo tempo igual ao seu aspecto inicial de aplicação, resistindo a ação de chuva, raios
solares, maresia, etc.
lavabilidade: capacidade de uma tinta resistir à limpeza com agentes químicos de uso
doméstico, por exemplo: sabão, detergente, amoníaco, etc.
transferência: capacidade de uma tinta, no momento da aplicação, passar do rolo à
parede sem esforço, além de não respingar.
cheiro: característica de uma tinta para que seu odor não atrapalhe o aplicador e, após a
aplicação, desapareça do ambiente no menor tempo possível.

 
4. vernizes

 
Os vernizes são produtos de consistência líquida ou semilíquida, os quais deixam uma camada
fina e brilhante, transparente, incolor ou colorida, quando espalhados sobre uma superfície de
modo a protegê-la por longo tempo. É constituída por um solvente e um produto dissolvido,
que gera o filme. Este produto pode ser um óleo, uma resina natural ou sintética, ou uma
mistura. Adicionando-se pigmentos aos vernizes tem-se como resultado uma tinta.

 
5. escolha adequada do material.

 
A segmentação do mercado de tintas possibilitou uma infinidade de marcas e tipos de
produtos para venda. As opções são muitas, com variedades de preço e também de qualidade.
Na hora de pintar, a avaliação de qual finalidade tem a aplicação da tinta e o que será
realizado nesse espaço ajudam a economizar tempo e dinheiro, sem comprometer a eficiência
da pintura.
Antes de comprar a tinta, é importante verificar alguns itens básicos que facilitam a escolha
certa do produto:

 
· Qual o tipo de superfície a ser pintada: madeira, metal, alvenaria ou semelhantes,
telhas de barro e gesso.
· Qual a real situação da superfície a ser pintada: pintura nova ou repintura. Se for
repintura, é necessário tomar cuidado com o estado geral da superfície: se existe
descascamento, ferrugem, fissuras, mofo ou qualquer outro tipo de problema ou
sujidade.
· Qual é o tipo de ambiente a ser pintado: interno ou externo.
Conhecendo o tipo de tinta a ser utilizada, pode-se começar a definir algumas necessidades
estéticas da pintura a fim de se obter o acabamento desejado:
· Se vai usar TINTA (acabamento colorido) ou VERNIZ (acabamento transparente)?
· Qual é a textura desejada (textura lisa ou em relevo)?
· Qual o brilho desejado no acabamento (brilhante, semibrilhante, acetinado ou fosco)?
· Quais são as cores desejadas?
Na escolha do produto (tinta ou verniz), é fundamental observar a relação custo x qualidade x
rendimento. A observação das especificações técnicas informadas pelo fabricante favorece a
obtenção de melhor cobertura com maior economia. É essencial a correta preparação da
superfície, o uso do fundo recomendado e as instruções para aplicação do produto. Apesar da
qualidade intrínseca ao produto, pequenas alterações podem acontecer decorrentes das
condições de armazenamento ou não-observância das orientações dos fabricantes. Podem
acontecer:

 
· sedimentação – a parte sólida da tinta se acumula no fundo da embalagem decorrente de
longo tempo de armazenamento. Pode-se resolver este problema homogeneizando-se o
produto, com instrumento ou equipamento adequado.
· cor diferente da cartelas de cores– isto acontece devido ao sistema de impressão, as
cartelas são confeccionadas com produtos diferentes daqueles que representam.
· escorrimento – ocasionado pela diluição excessiva, aplicação não uniforme, utilização de
solventes inadequados, repintura sobre a demão anterior ainda úmida, temperatura
ambiente baixa.
· secagem diferente – pode ser decorrente da baixa temperatura (abaixo de 15°C) excessiva
umidade relativa do ar, provocando o retardamento da secagem. Ainda, o preparo
incorreto da superfície, onde contaminantes como óleo, cera, graxas, etc, prejudicam a
eficiência do produto.
· cor deficiente – pode ser causada pela diluição excessiva ou insuficiente, não
homogeneização do produto no ato da aplicação ou utilização de solvente inadequado.
Sempre observar informação técnica do produto.
· dificuldade de aplicação – durante a aplicação, o produto pode se tornar pesado se a
diluição for insuficiente. A dificuldade de alastramento pode, ainda, ser decorrente da
aplicação de camadas muito finas. Além destas, pode acontecer dificuldades em
decorrência da reação química devida, principalmente, ao armazenamento prolongado ou
indevido do produto, provocando neste, alterações.

 
6. sistema de pinturas.

 
O sistema de pintura é formado pela aplicação de fundos (primers), massas, condicionador e
tinta de acabamento. Os fundos são produtos de consistência líquida, que são utilizados antes
da aplicação das tintas sobre as superfícies a fim de melhorar a aderência da tinta; isolar a
superfície a ser pintada da tinta de acabamento, proporcionando economia ou proteção contra
umidade externa em paredes; e proteger contra a ferrugem em materiais metálicos (zarcão,
cromato de zinco ou primer).
As massas são produtos altamente pigmentados e constituídos por grande quantidade de
carga. Elas antecedem as tintas pela aplicação de finas camadas regularizadoras das
superfícies, além de corrigir pequenos defeitos e tornando as superfícies lisas e pouco
porosas. Os seladores permitem a pintura de metais como alumínio, cobre, latão e outros. As tintas de acabamentos  têm composição química destinada a proteger e embelezar superfícies,                            com dirverças opções
A pintura se processa em três etapas distintas: preparação das superfícies, aplicação eventual
de fundos, massas e condicionadores e aplicação da tinta de acabamento, que serão vistos a
seguir.

 
6.1. preparação da superfície

 
Há uma grande variedade de objetos que podem ser pintados, no entanto, a natureza química
desses objetos não é muito variada. As superfícies podem ser basicamente de madeira,
alvenaria comum (tijolo, bloco de concreto e reboco), alvenaria especial (tijolo aparente,
concreto aparente e reboco especial), metais ferrosos e não-ferrosos.
Uma correta preparação destas superfícies é de fundamental importância para se obter uma
pintura de qualidade e durável. Portanto, alguns cuidados devem ser rigorosamente
observados:

 
1. A superfície deve estar firme, coesa, limpa, seca, sem poeira, gordura, graxa, sabão ou
mofo (Norma ABNT NBR 13245 de 02/95);
2. todas as partes soltas ou mal aderidas devem ser eliminadas através de raspagem ou
escavação da superfície;
3. imperfeições profundas das paredes devem ser corrigidas com massa acrílica em
superfícies externas ou internas ou com massa PVA em superfícies internas;
4. manchas de gordura ou graxa devem ser eliminadas com água e detergentes;
5. paredes mofadas devem ser raspadas e a seguir lavadas com uma solução de água e
água sanitária (1:1) e a seguir lavadas e enxaguadas com água potável;
6. no caso de repintura sobre superfícies brilhantes, o brilho deve ser eliminado com uma
lixa fina.
Além desses cuidados, outras considerações devem ser levadas em conta em relação à
superfície que será pintada:

 
· concreto e reboco – aguardar pelo menos 30 dias para cura total. Sobre rebocos fracos,
deve-se aplicar o fundo preparador de paredes para aumentar a coesão das partículas da
superfície, evitando problemas de má aderência e descascamento. Quando essas superfícies
tiverem absorções diferenciadas, deverá ser aplicado um selador acrílico pigmentado para
uniformizar a absorção. O concreto deve estar seco, limpo, isento de pó, sujeira, óleo e
agentes desmoldantes.
· cimento amianto – é uma superfície altamente alcalina, sendo indicado à aplicação de um
fundo resistente à alcalinidade para selar a superfície. Este procedimento não é necessário
se for utilizado látex acrílico, que tem excelente resistência à alcalinidade.
· madeiras  – muitos tipos de madeira são fortemente resinosas em seu interior e, esse fato,
freqüentemente provoca o aparecimento de manchas durante e após a pintura ou
envernizamento. Por essa razão deve-se eliminar esta resina interna aplicando solvente na
superfície. O solvente será absorvido pelas fibras e posteriormente, durante a evaporação,
arrastará a resina para fora. Este processo deve ser repetido até que não haja mais resina no
interior da madeira, o que pode ser notado pelo não aparecimento de manchas na
superfície.
· pisos – só podem ser pintados os tipos porosos, pois pisos vitrificados (concreto liso,
ladrilhos, etc.) não proporcionam boa aderência. O piso deverá estar limpo e seco, isento
de impregnações (óleo, graxa, cera, etc.). Pisos de concreto liso (cimento queimado)
devem ser submetidos a um tratamento prévio com solução de ácido muriático e água
(1:1), que terá a finalidade de abrir porosidade na superfície. Após esse tratamento, o piso
deve ser enxaguado, seco e então pintado. O tratamento com ácido muriático é ineficaz
sobre pisos de ladrilhos vitrificados.
· ferro e aço – materiais muito vulneráveis à corrosão. Devem ser removidos todos os
contaminantes que possam interferir na aderência máxima do revestimento, inclusive a
ferrugem; o processo de preparo depende do tipo e concentração dos contaminantes e as
exigências específicas de cada tipo de tinta. Alguns tipos de tinta têm uma boa aderência
somente quando a superfície é preparada com jateamento abrasivo, que produz um perfil
rugoso adequado para a perfeita ancoragem do revestimento.
· alumínio – é um metal facilmente atacado por ácidos ou álcalis, e sua preparação deve
constar de uma limpeza com solventes para eliminar óleo, gordura, graxas, ou outros
contaminantes. Aplicar inicialmente um primer de ancoragem para garantir uma perfeita
aderência do sistema de pintura.
· ferro galvanizado – é um metal ferroso com uma camada de zinco, usado para dar
proteção à corrosão por mecanismos físicos e químicos, portanto, não é o ferro que será
pintado, mas sim zinco, que é um metal alcalino. As superfícies galvanizadas devem ser
limpas, secas e livres de contaminantes. Um primer específico para este tipo de superfície,
também denominado primer de aderência, deve ser aplicado inicialmente.
· superficies emassadas – são, em sua maioria, muito absorventes e sujeitas à contaminação
pela poeira residual, proveniente da operação de lixamento. Para garantir boa aderência do
acabamento a ser aplicado, é fundamental, após o lixamento, a máxima remoção do pó
residual produzido. Em seguida, deve ser aplicado um selador tipo incolor, que penetrará e
selará a massa. A própria tinta de acabamento poderá ser utilizada diretamente sobre a
superfície emassada, desde que a 1ª demão, servindo de seladora, seja aplicada com maior
diluição. Acabamentos à base de água devem ser diluídos, como regra, de 50 a 100% por
volume. Acabamentos a óleo ou sintéticos devem ser diluídos na condição máxima
recomendada, conforme o método de aplicação e solvente.
· superfície mofadas – devem ser cuidadosamente limpas, com a total destruição destas
colônias. Para tanto, deve-se escovar a superfície, e, a seguir, lavá-la com uma solução de
água potável e água sanitária (1:1), deixando agir por cerca de 30 minutos, após o que a
superfície deve ser novamente lavada com água potável, aguardando a completa secagem
antes de iniciar a pintura.
· superficie caiada – não oferecem boa base para pintura, tornando-se necessário uma
raspagem completa seguida de aplicação do fundo preparador de paredes.
· superficie já pintadas – quando a superfície estiver em boas condições, será suficiente
limpá-la bem, após um lixamento, e a seguir aplicar as tintas de acabamento escolhidas.
Quando em más condições, a tinta antiga deve ser completamente removida e a seguir
deve-se proceder como se fosse superfície nova.
A limpeza de superfícies metálicas pode utilizar métodos mecânicos ou químicos. Os métodos
mecânicos fazem a limpeza por abrasão (lixas, escovas de aço), por chama, por jato de areia.
Já nos métodos químicos a limpeza é feita por solventes (querosene), por álcalis (soda
cáustica), por emulsão (solventes derivados do petróleo), por decapagem (ácidos clorídrico,
nítrico, sulfúrico e fosfórico).

 
6.2. aplicação

 
.tintas das paredes paredes intrnas:   Cal, latex pva.
.tintas da paredes internas Banheiro, cozinha: Esmalte sintético, óleo (barra lisa)
.tintas da parede Externas: cal, látex acrilico
.tintas para Esquadrias de ferro: zarcão, Grafite, esmalte sintetico
.tintas para Esquadrias de madeira: óleo, Emalte sintetico, verniz
Cada tipo de pintura exige uma preparação da superfície, uma mistura, uma técnica de
aplicação e um número de demãos diferentes. Por isso, antes da aplicação, o fabricante da
tinta ou um profissional especializado deve sempre ser consultado. A Tabela 1 mostra a tinta
ideal para alguns substratos.

 
6.2.1. pinturas sobre madeiras

 
Toda a superfície deve ser lixada e limpa antes de receber qualquer pintura. Se for repintura e
a pintura anterior está em bom estado, a superfície deve ser lixada para eliminação do brilho,
limpa com escova e pano levemente umedecido em água, para eliminação do pó resultante do
lixamento servindo então de base para a próxima pintura. Se, contudo, a pintura anterior está
em mau estado, deve-se proceder com a remoção total da mesma e procede-se como para
pintura nova.
· pintura em superficie nova : inicialmente, aplica-se uma demão de FUNDO FOSCO
PARA MADEIRA, diluído a 10% com aguarrás; havendo necessidade de correções aplicase
a seguir, MASSA ÓLEO PARA MADEIRA em camadas bem finas, seguido de
lixamento após secagem. A seguir aplicam-se duas demãos de acabamento ESMALTE
SINTÉTICO, com intervalo de 12 horas entre as demãos.
· repintura: aplicar duas demãos do acabamento ESMALTE SINTÉTICO.
·Envernizamento em superficies novas :
· ambientes internos – após o preparo da superfície o passo seguinte é a selagem, o
que pode ser feito com SELADORA INCOLOR PARA MADEIRA, diluído em 60%
em THINNER; a seguir, aplicar três demãos de verniz nas diluições de 20%, 10% e
10% com aguarrás.
· ambiente externo – a selagem deverá ser feita com o próprio verniz, em duas
demãos diluídas a 50% com aguarrás. O acabamento será feito em duas demãos, sendo
a primeira diluída a 20% e a segunda a 10%. Entre as demãos, após a secagem,
procede-se um leve lixamento para eliminar farpas levantadas pela ação do solvente.
· reenvernizamento (ambientes internos ou externos) – desde que o verniz anterior esteja
em bom estado, é necessário somente efetuar-se um lixamento e limpeza, aplicando duas
demãos diluídas a 10% em aguarrás, observando-se sempre o verniz adequado para cada
tipo de ambiente.

 
6.2.2. pintura sobre metais

 
As superfícies novas deverão ser bem limpas para remoção de óleo, graxa, pó ou outros
materiais estranhos e, a seguir, bem lixadas para eliminar focos de ferrugem. Superfícies
como portões, grades, etc., novas que tenham recebido os chamados “primers de serralheiro”,
devem ser lixados ou removidos com REMOVEDOR e após a limpeza, receber uma demão
do fundo adequado (Zarcão), o qual deve ser adequado para cada superfície (ferro, aço,
galvanizado e alumínio).Na repintura, se a tinta anterior estiver em bom estado, deverá receber um lixamento, para se
eliminar o brilho, e limpeza para se eliminar qualquer tipo de contaminação, servindo de base
para a repintura. Caso se queira remover a tinta anterior completamente, recomenda-se a
aplicação de REMOVEDOR PASTOSO, conforme recomendações da embalagem,
procedendo-se então como pintura nova.
A tinta de fundo impede que o metal reaja com o oxigênio do ar, porém não oferece nenhuma
proteção contra umidade, intemperismo ou qualquer outro agente agressivo. Esta proteção que
é chamada proteção por barreira é oferecida pela tinta de acabamento, que poderá ser
ESMALTE SINTÉTICO, diluído a 10% com aguarrás, em duas demãos.
Em superfícies sujeitas à alta temperatura, após a preparação conveniente da superfície
aplicar duas demãos de ALUMÍNIO PARA USO GERAL, diretamente sobre a chapa. Estatinta suporta picos de até 200°C de temperatura. Convém observar que este produto também
pode ser usado para temperaturas normais (abaixo de 30°C). Só que neste caso ele funcionará
como acabamento, necessitando portanto de um fundo adequado à superfície a ser aplicada

 
6.2.3. pintura sobre alvenaria e concreto

 
Nas superfícies novas, deve-se eliminar a umidade interna proveniente de tubulações furadas,
infiltração pelo solo, superfícies adjacentes não protegidas, construção encostada a aterros,
etc. Nestas situações, as causas deverão ser totalmente sanadas e, para recuperação do reboco,
é necessário aplicar um produto que penetre e aglutine as partículas soltas. Neste caso, aplicase
uma demão de um FUNDO PREPARADOR DE PAREDES ACRÍLICO diluído em 1:1
(partes iguais) com aguarrás. Diluições menores que a indicada podem causar manchas na
pintura posterior ou ainda vitrificação do substrato, ocasionando falta de aderência da tinta.
Toda superfície deverá ser lixada e estar livre de pó ou qualquer outra contaminação. O
reboco e o concreto são superfícies bastante porosas e, por isso, absorvem muita tinta e de
forma irregular, aumentando o consumo e provocando manchas pela diferença de absorção.
Desta forma o uso de seladores visa à regularização e a uniformização da absorção da tinta, a
melhoria da cobertura e principalmente economia no acabamento.
No caso da repintura, as causas de umidade interna devem ser eliminadas, sanando possíveis
pontos de infiltração, vazamentos, etc. As partes soltas também devem ser eliminadas
raspando-as e removendo-as. Eliminam-se as manchas de mofo limpando-se a superfície com
água sanitária em solução de 10% com água, ou hipoclorito de sódio (cloro) diluído a 30%
com água. Deixar agir por 30 minutos e enxaguar. Em casos drásticos usar água sanitária pura
ou diminuir a diluição do cloro. Independente do sistema de pintura a ser utilizado, esses
procedimentos devem ser seguidos. Eliminar trincas e rachaduras utilizando produtos
específicos.
Se a superfície for caiada, esta deve ser lixada, para tirar o excesso (partes soltas), limpa e
aplica-se uma demão de FUNDO PREPARADOR DE PAREDES ACRÍLICO, diluído em 1:1
com aguarrás.
Se a pintura anterior estiver em bom estado, esta servirá de base, depois do lixamento, para
eliminar o brilho, e limpeza para eliminação total de restos de pó ou qualquer outro
contaminante. Aplicar, então, duas demãos de acabamento desejado.
Após o preparo da superfície, o masseamento pode ser feito na totalidade da superfície, por
razões estéticas, ou em pontos isolados para correção de pequenos defeitos, irregularidades,
etc. Nas superfícies interiores utiliza-se a massa corrida, enquanto nas superfícies exteriores,
usa-se sempre massa acrílica.
A aplicação da massa deve ser feita em camadas finas, para um perfeito acabamento e
secagem. Antes da aplicação da tinta de acabamento é necessário o lixamento como segue:
Massa Corrida: 2 a 3 horas depois da aplicação.
Massa Acrílica: 4 a 6 horas depois da aplicação.
A limpeza após lixamento deverá ser feita com pano levemente umedecido. Quando houver
necessidade de aplicar uma tinta à base de solvente (ex.: esmalte sintético) sobre massa
corrida, deve-se criar uma barreira com FUNDO PREPARADOR DE PAREDES
ACRÍLICO, diluído em 1:1 com aguarrás antes de aplicar o acabamento.
Em paredes irregulares, defeituosas ou naquelas em que se pretenda uma decoração
mais criativa, pode-se fazer uma textura.
Por fim, faz-se o acabamento, segundo o tipo de superfície.

 
· superficies internas: as possibilidades para este tipo de superfícies são Tintas Látex (duas
a três demãos diluídas a 10% com água, com 4 horas de intervalo entre elas) e Tintas
Acrílico (duas a três demãos diluídas a 10% com água, com 4 horas de intervalo entre
elas).
· superfisies externas: basicamente são os mesmos produtos e sistemas, observando
somente a não resistência em exteriores de produtos como massa corrida e selador.

 
6.2.4. pintura sobre aparente

 
Superfícies como concreto aparente, tijolos à vista, cerâmica, pedra mineira (em paredes),
etc., necessitam também de proteção, sobretudo porque são altamente suscetíveis aos
problemas de umidade, devido a sua elevada porosidade. Pode-se usar um VERNIZ
ACRÍLICO para proteção destas superfícies.
Antes da aplicação, a superfície deve estar limpa, isenta de resíduos de graxas, gorduras e
outras sujeiras, tomando-se o cuidado de verificar se não houve anteriormente aplicação de
produto a base de silicone. Nesse caso, deverá ser efetuado jateamento da superfície, para
eliminação total dos resíduos, seguido dos procedimentos normais de limpeza para então
receber o verniz.
Caso haja pontos de infiltração e/ou umidade, eliminá-los completamente.
Sendo necessárias correções no concreto, estas devem ser feitas com, no mínimo, 30 dias de
antecedência à aplicação do verniz, para que haja a cura adequada; antes do início do
envernizamento, remover totalmente o pó da superfície, para que não ocorram problemas de
aderência.
Aplicar então o verniz diluído em 50% com água na primeira demão e 30% nas demãos
subseqüentes, aguardando 24 horas entre as demãos.

 
6.2.5 pintura sobre o gesso

 
O gesso, assim como a argamassa de cimento e areia, devem passar por um período de cura
antes de receber a pintura de acabamento. Este período de cura é de, no mínimo, 30 dias após
a sua aplicação.
Muito embora seja bastante comum, nos dias atuais, a aplicação de placas pré-moldadas degesso (especialmente em forros), não se deve esquecer que suas junções são feitas no
momento da aplicação, o que leva a obrigatoriedade do aguardo da cura.
Também é importante lembrar que as placas de gesso, que são produzidas em moldes,
possuem resíduos do desmoldante utilizado. Este desmoldante deve ser isolado, através da
aplicação de um produto de fundo adequado, para que não cause problemas como o
amarelamento da tinta aplicada. O mesmo produto de fundo aplicado será responsável pela
coesão da camada superficial do gesso que é, naturalmente, um material pulverulento que não
oferece boas condições de ancoragem para a pintura.
A superfície de gesso deve ser lixada e estar firme (coesa), limpa, sem poeira, gordura, sabão
ou mofo; existindo mofo, este deve ser eliminado, lavando-se a superfície com uma solução
de hipoclorito de sódio e água, misturados na proporção de 1:1. A solução deve ser apliada
com brocha, agindo por 15 minutos, e enxaguando-se com água limpa em seguida para
eliminar resíduos de cloro.
Após a preparação da superfície, aplica-se, inicialmente, uma demão de um Fundo Preparador
de Paredes, diluído com aguarrás, na proporção de 1:1. É aplicado com rolo de lã, aguardando
intervalo mínimo de 4 horas para secagem.
As imperfeições rasas de superfície devem ser corrigidas com massa corrida própria (exterior
ou interior), aplicada em camadas finas e sucessivas, não ultrapassando espessura final
superior a 3mm. Lixar e remover o pó entre demãos e antes da pintura.
Aplicar de 2 a 3 demãos de tinta látex ou acrílica, utilizando rolo de lã e aguardando um
intervalo mínimo de 4 horas entre demãos.

 
6.2.6 pintura sobre piso

 
A pintura de cimento em geral, incluindo quadras poliesportivas ou pisos industriais, deve ser
feita da seguinte forma:

 
· pinturas novas em cimento queimado: deve-se proceder ao ataque com solução de ácido
muriático, seguido de lavagem com água corrente abundante.
· superficies porosas: recomenda-se somente a lavagem com água e detergente.
Aplicar a primeira demão de tinta, diluída a 50% em água, a segunda a 30% e a terceira
demão a 10%, com intervalo de duas horas entre demãos.
No caso de repintura, remover partes soltas e fazer lavagem com água e detergente para
eliminação total de qualquer contaminante, e após a preparação aplicar a primeira demãodiluída a 30% em água e a segunda demão a 10%.
 
7. material de trabalho

 
Existem vários tipos de materiais e equipamentos que podem ser utilizados para se efetuar
uma boa pintura.
Pincel ou trincha é praticamente a mesma coisa. Os pincéis têm sempre o corpo e o cabo
redondos e às cerdas é dado um formato de acordo com a finalidade de uso. São mais
comumente usados para trabalhos artesanais.
As trinchas têm sempre o corpo e o cabo de forma retangular e achatada. São mais usados
para pinturas em paredes, madeira ou metal.
Os rolos são indicados para pintura de grandes superfícies, proporcionando grande
rendimento, sem muito esforço físico. Geralmente, os rolos são utilizados como segue:
· rolos de lã: para aplicação de látex, PVA ou acrílico, em alvenaria.
· rolos de espuma lisa: para aplicação de esmalte, verniz ou óleo em madeira ou
alvenaria interna.
· rolos de espuma texturizada: aplicação de látex ou tinta texturizada em alvenarias.

 
8. patologias da pinturas

 
Muitas vezes, defeitos ocorrem em superfícies já pintadas, após períodos de algumas horas,
dias ou até meses, o que impede que o pintor os identifique imediatamente. Na maioria das
vezes esses possíveis defeitos são causados por uma preparação errada das superfícies como:

 
· Lixamento sem remoção do pó;
· A manutenção de mofo da pintura anterior;
· Pintura sem lixamento;
· Pintura sobre locais que estão se soltando ou descascando;
· Por uma preparação errada dos produtos como:
. Pintura sem diluição correta dos produtos;
. Uso indevido de outros solventes, não indicados pelo fabricante;
. Adição de materiais inadequados;
. Espera incorreta entre demãos;
. Uso incorreto de produtos em superfícies não especificadas.

 
Os problemas que podem ocorrer são: eflorescência, saponificação, desagregação,
descascamento, bolhas no filme da tinta, fissuras, trincas de estrutura e mofo seguido de
manchas amarelas. Estes problemas serão discutidos a seguir, com suas respectivas soluções.

 
8.1. eflorescências

 
São manchas esbranquiçadas  que surgem na superfície pintada, quando se aplica
uma tinta sobre um substrato mal curado ou úmido. Estas manchas são provocadas pela
eliminação da água em forma de vapor, que arrasta consigo materiais alcalinos solúveis do
interior para a superfície, onde encontra uma barreira, que é o filme da tinta. Tendo sua
passagem impedida por esta barreira, estes materiais se depositam sobre ela causando as
manchas.
A eflorescência pode acontecer em superfícies de reboco, cimento-amianto, concreto, tijolo,
etc. Esse problema pode ser corrigido da seguinte forma:

 
· Aguardar a cura final de reboco, quando for novo.
· Eliminar todos os tipos de umidade provocada por tubulações furadas, falta de
impermeabilização, se esse for o caso, e aguardar a sua completa secagem.
· Raspar toda a superfície afetada, eliminar partes soltas, aplicar uma demão de fundo
preparador de parede e proceder a repintura.

 
8.2. saponificação

 
Neste caso, nas superfícies pintadas aparecem manchas , ou até mesmo o
descascamento da pintura, ou destruição da tinta látex, ou retardamento indevido da secagem
dos esmaltes e tintas a óleo, deixando a superfície pegajosa.
Este fenômeno se dá pela alcalinidade dos aglomerados (cal e cimento) do reboco, que em
presença de um certo grau de umidade, reage com a acidez de alguns tipos de resinas,
provocando a saponificação.
Esse problema pode ser solucionado da seguinte forma:

 
· Primeiramente aguardar a cura da superfície, no mínimo 30 dias.
· Eliminar todos os tipos de umidade da superfície.
· Quando se trata de uma pintura a base de tinta látex, procurar raspar, lixar e eliminar todas
as partes soltas e posteriormente aplicar um isolante, ou até mesmo um aglutinante nessa
superfície, que pode ser um fundo preparador de parede, depois disso fazer a repintura.
· Se a pintura for feita com esmalte sintético ou uma tinta a óleo, deve-se fazer a remoção
total da tinta com o auxílio de solventes, espátulas, removedores, etc. Aplicar um selador à
base de solvente e prosseguir com a repintura.

 
8.3. desagregação

 
É caracterizado pela destruição da pintura, que se esfarela, destacando-se da superfície
juntamente com partes do reboco . Este problema é causado pela aplicação de uma
tinta sobre um reboco mal curado. Portanto, antes de pintar um reboco novo, deve-se aguardar
cerca de 28 dias para que o mesmo esteja curado.
Para corrigir o desagregamento, devem-se raspar as partes soltas, corrigir as imperfeições
mais profundas com argamassa de cimento (reboco), aplicar um fundo preparador de parede e
repintar.

 
8.4. descascamento

 
O descascamento  tem sua origem devido a diversos fatores, que são:

 
1. quando se pinta sobre reboco de traço fraco, que fica pulverulento;
2. quando a pintura for executada sobre caiação, sem que se tenha preparado a superfície.
A caiação não dá uma boa aderência, se constituindo numa camada de pó;
3. quando se pinta sobre substratos que impedem a aderência da tinta;
4. quando se aplica à primeira demão sobre a superfície sem a diluição correta, ficando
camadas espessas de tinta ou revestimentos, impedindo a perfeita penetração no
substrato.
Para corrigir o descascamento, recomenda-se raspar ou escovar a superfície até a remoção das
partes soltas ou mal aderidas. Pinturas sobre caiação nunca devem ser feitas. Em seguida,
aplicar um fundo preparador de parede e repintar.

 
8.5. bolhas

 
O aparecimento de bolhas  em pinturas externas é, em geral, causado pelo uso de
massa corrida PVA, que é indicada para áreas internas somente.
Podem ocorrer bolhas em pinturas internas executadas sobre poeira não removida (após o
lixamento da massa corrida), ou executadas sobre um látex de qualidade muito baixa (tinta
mal diluída), que se dilata em função do solvente da nova tinta, ou ainda quando a massa
corrida usada é muito fraca, de baixa qualidade (pouca resina).
Para corrigir as paredes externas, deve-se fazer a remoção total das partes tratadas com massa
PVA, raspar, lixar as áreas afetadas, efetuar o lixamento e raspagem das partes soltas,
eliminar o pó e, finalmente, aplicar um fundo preparador de parede, aplicando em seguida o
acabamento.
Nas paredes internas, remove-se (raspagem) as partes afetadas; aplica-se um fundo preparador
de parede; corrigem-se as imperfeições com massa corrida; e aplica-se o acabamento.

 
8.6. fissuras

 
Trincas finas, rasas, sem continuidade e com tamanho pequeno  podem ser
causadas por insuficiente hidratação da cal antes da aplicação no reboco ou, até mesmo, um
reboco com espessura em excesso e rico em saibro.
Corrige-se esse defeito raspando, escovando a superfície, eliminando a poeira e as partes
soltas e aplicando uma demão de fundo preparador de parede, logo em seguida um
impermeabilizante flexível, que tenha aderência de uma tinta. Por fim, aplica-se o
acabamento.

 
8.7. trincas de estruturas

 
Quando há uma variação de temperatura, a estrutura de concreto armado sofre uma dilatação,
que é transmitida para o fechamento de um determinado vão, seja de tijolo furado, bloco de
concreto, cimento amianto, etc. Como esse fechamento não tem a mesma dilatação do
concreto armado, aparecem trincas mais contínuas , que podem ser tratadas da
seguinte forma:

 
· Abrir a trinca, com ferramenta especifica para este fim, em forma de “V”;
· fazer a limpeza dessa abertura retirando toda parte solta e eliminando o pó;
· aplicar uma demão de fundo preparador de parede, aguardando o tempo necessário para
sua secagem;
· em seguida, enche-se a abertura com um mastique, que aceite acabamento posterior sem
provocar manchas;
· aplicar o acabamento.

 
8.8. mofo

 
O mofo provoca manchas escuras  sobre a superfície. Ele é proveniente da
proliferação de microrganismos em ambientes úmidos, mal ventilados ou mal iluminados.
Para corrigir recomenda-se:

 
· lavar a superfície com uma solução de água sanitária diluída em água potável na
proporção de 1:1, ou hipoclorito de sódio (cloro) na mesma proporção;
· deixar a solução agir por aproximadamente 15 minutos;
· lavar com água para eliminar os vestígios da solução;
· aguarde secar e aplique uma pintura, de preferência com uma tinta antimofo.

 
8.9. manchas amarelas

 
São manchas  provenientes da decomposição de gordura, óleo ou fumaça de
cigarros sobre o filme da tinta. Este problema pode ser tratado da mesma forma para uma
superfície mofada, apenas adicionando detergente e amoníaco na solução.

 
8.1. manchas causadas por pingos de chuvas

 
Estas manchas  ocorrem em paredes recém-pintadas, quando se trata de pingos
isolados. Estes pingos, ao molharem a pintura, trazem à superfície os materiais solúveis da
tinta, surgindo manchas. No entanto, se cair realmente uma chuva, não haverá manchas. Para
eliminá-las, basta lavar a superfície com água, sem esfregar.

 
8.11. crateras

 
Este problema  ocorre devido à presença de óleo, graxa ou água na superfície a ser
pintada. Pode ocorrer também quando a tinta é diluída com materiais não recomendados,
como querosene, gasolina, etc.
Para corrigir, recomenda-se remover toda a tinta aplicada, através de espátula e/ou escova de
aço e removedor apropriado; limpar toda a superfície com aguarrás, a fim de eliminar
vestígios do removedor; deixar secar e pintar.

 
8.12. enrugamento

 
Este problema  é causado quando a camada de tinta se torna muito espessa, devido
a uma aplicação excessiva de produto, seja em uma demão ou em sucessivas demãos, sem
aguardar o intervalo entre as demãos. Pode também ocorrer quando a superfície, no momento
da pintura, se encontrava em alta temperatura, ou quando se utiliza thinner em vez de aguarrás
como diluente de esmalte sintético.
Para corrigir este problema, recomenda-se remover toda a tinta aplicada, através de espátula
e/ou escova de aço e removedor apropriado; limpar toda a superfície com aguarrás, a fim de
eliminar vestígios do removedor; deixar secar e pintar.

 
8.13. trincas de má aderência

 
Estas trincas  ocorrem quando se utiliza massa corrida PVA para corrigir
imperfeições da madeira, principalmente em portas. Para corrigi-las, remover a massa corrida
e aplicar um fundo branco fosco diluído em aguarrás. Em seguida, corrigir as imperfeições
com uma massa a óleo, lixar e eliminar o pó. Aplicar o acabamento.

 
8.14. manchas e retardamento  secagem da madeira

 
Estas manchas  ocorrem quando a repintura é feita sobre madeira com resíduos de
soda cáustica, que foi utilizada na remoção da pintura anterior. Para prevenir este problema,
antes de repintar, deve-se remover qualquer resíduo deste material (ou similar), lavando a
superfície com bastante água. Aguardar a secagem e repintar.

3 Responses

  1. vitoria disse:

    eu peso que voçeis que criaram esse saite derem todo material para mim porfavo eu presiso sou um pouco pobre

  2. ivo santessp disse:

    exelente muito boa esplicaçao obrigado

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